{"id":4126,"date":"2020-04-06T04:15:14","date_gmt":"2020-04-06T04:15:14","guid":{"rendered":"http:\/\/projetoabelha.com.br\/?p=4126"},"modified":"2020-09-01T16:25:47","modified_gmt":"2020-09-01T16:25:47","slug":"ruth-rocha-biografia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.projetoabelha.com.br\/?p=4126","title":{"rendered":"Ruth Rocha, biografia"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-center is-style-default\"><p> \u201cO processo de leitura possibilita essa opera\u00e7\u00e3o maravilhosa que \u00e9 o encontro do que est\u00e1 dentro do livro com o que est\u00e1 guardado na nossa cabe\u00e7a.&#8221; <br>Ruth Rocha<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/RUTH-ROCHA-PA.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4122\" width=\"369\" height=\"276\" srcset=\"http:\/\/www.projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/RUTH-ROCHA-PA.jpeg 653w, http:\/\/www.projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/RUTH-ROCHA-PA-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 369px) 100vw, 369px\" \/><figcaption> <a href=\"http:\/\/www.ruthrocha.com.br\/biografia\">http:\/\/www.ruthrocha.com.br\/biografia<\/a> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ruth Rocha nasceu em 2 de mar\u00e7o\nde 1931, em S\u00e3o Paulo. Segunda filha do doutor \u00c1lvaro e da dona Esther, ouviu\nda m\u00e3e as primeiras hist\u00f3rias, em geral anedotas de fam\u00edlia. Depois foi a vez\nde Vov\u00f4 Ioi\u00f4 incendiar a cabe\u00e7a da neta com os contos cl\u00e1ssicos dos irm\u00e3os\nGrimm, de Hans Christian Andersen, de Charles Perrault, adaptados oralmente\npelo av\u00f4 baiano ao universo popular brasileiro. Mas foi a leitura de&nbsp;<em>As\nreina\u00e7\u00f5es de Narizinho<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Mem\u00f3rias de Em\u00edlia<\/em>, de Monteiro\nLobato, que escancarou de vez as portas da literatura para a futura autora\nde&nbsp;<em>Marcelo, marmelo, martelo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Adolescente, Ruth descobriu a\nBiblioteca Circulante no centro da cidade Foi um deslumbramento. Seus autores\npreferidos eram Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Guimar\u00e3es\nRosa. Lembra que, aos 13 anos, escreveu um trabalho sobre&nbsp;<em>A cidade e as\nserras<\/em>, de E\u00e7a de Queir\u00f3s, que ajudou a acentuar, e muito, sua paix\u00e3o pelo\nuniverso ficcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Formada em Ci\u00eancias Pol\u00edticas e\nSociais pela Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo, foi aluna do autor\nde&nbsp;<em>Ra\u00edzes do Brasil<\/em>, o historiador S\u00e9rgio Buarque de Holanda, com\nquem viajou, junto com outros estudantes, para Ouro Preto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na faculdade conheceu Eduardo\nRocha (o \u201cRocha\u201d da Ruth vem da\u00ed), com quem se casou. Viveram juntos por 56\nanos, at\u00e9 o falecimento dele, em 2012. Tiveram uma filha, Mariana, inspira\u00e7\u00e3o\npara as primeiras cria\u00e7\u00f5es da escritora.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1957 e 1972 foi orientadora\neducacional do Col\u00e9gio Rio Branco. Nessa \u00e9poca come\u00e7ou a escrever sobre\neduca\u00e7\u00e3o para a revista&nbsp;<em>Cl\u00e1udia<\/em>. Sua vis\u00e3o moderna sobre o tema,\nbem como o estilo claro e pr\u00f3prio, chamaram a aten\u00e7\u00e3o de uma amiga, Sonia\nRobato, que dirigia a&nbsp;<em>Recreio<\/em>, revista voltada para o p\u00fablico\ninfantil. Certo dia, Sonia fez um convite-desafio para Ruth: em tom de\nbrincadeira, trancou a amiga numa sala, dizendo que s\u00f3 sa\u00edsse de l\u00e1 com uma hist\u00f3ria\npronta. Assim nasceu&nbsp;<em>Romeu e Julieta<\/em>, a primeira de uma s\u00e9rie de\nnarrativas originais e divertidas, todas publicadas na&nbsp;<em>Recreio<\/em>, que\nmais tarde Ruth veio a dirigir.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1973 trabalhou como\neditora e, em seguida, como coordenadora do departamento de publica\u00e7\u00f5es\ninfanto-juvenis da editora Abril.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\">&#8220;Toda crian\u00e7a do mundo mora no meu cora\u00e7\u00e3o&#8221;<br>Ruth Rocha<\/h4>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Palavras, muitas palavras<\/em>, seu primeiro livro, saiu em\n1976. Seu estilo direto, gracioso e coloquial, altamente expressivo e muito\nlibertador, ajudou \u2014 juntamente com o trabalho de outros autores \u2014 a mudar para\nsempre a cara da literatura escrita para crian\u00e7as no Brasil. Agora, os pequenos\nleitores eram tratados com respeito e intelig\u00eancia, sem li\u00e7\u00f5es de moral nem\nchatices de qualquer esp\u00e9cie, numa rela\u00e7\u00e3o de igual para igual, e nunca de cima\npara baixo. Al\u00e9m disso, em plena ditadura militar, a obra de Ruth ousava\nrespirar liberdade e encorajava o leitor a enxergar a realidade, sem abrir m\u00e3o\nda fantasia.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois vieram&nbsp;<em>Marcelo,\nMarmelo, Martelo<\/em>&nbsp;\u2014 seu best-seller e um dos maiores sucessos\neditoriais do pa\u00eds, com mais de setenta edi\u00e7\u00f5es e vinte milh\u00f5es de exemplares\nvendidos \u2014,&nbsp;<em>O reizinho mand\u00e3o<\/em>&nbsp;\u2014 inclu\u00eddo na \u201cLista de Honra\u201d\ndo pr\u00eamio internacional Hans Christian Anderson \u2014,&nbsp;<em>Nicolau tinha uma\nid\u00e9ia<\/em>,&nbsp;<em>Dois idiotas sentados cada qual no seu barril<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Uma\nhist\u00f3ria de rabos presos<\/em>, entre muitos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mais de cinquenta anos\ndedicados \u00e0 literatura, a escritora tem mais duzentos t\u00edtulos publicados e j\u00e1\nfoi traduzida para vinte e cinco idiomas. Tamb\u00e9m assina a tradu\u00e7\u00e3o de uma\ncentena de t\u00edtulos infanto-juvenis, adaptou a&nbsp;<em>Il\u00edada<\/em>&nbsp;e a&nbsp;<em>Odisseia<\/em>,\nde Homero, e \u00e9 co-autora de livros did\u00e1ticos, como&nbsp;<em>Pessoinhas<\/em>,\nparceria com Anna Flora, e da cole\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>O Homem e a Comunica\u00e7\u00e3o<\/em>,\nparceria com Ot\u00e1vio Roth.<\/p>\n\n\n\n<p>Defensora dos direitos das\ncrian\u00e7as, sua vers\u00e3o, tamb\u00e9m em parceria com Ot\u00e1vio Roth, para a&nbsp;<em>Declara\u00e7\u00e3o\nUniversal dos Direitos Humanos<\/em>&nbsp;teve lan\u00e7amento na sede da Organiza\u00e7\u00e3o\ndas Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nova York, em 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Recebeu pr\u00eamios da Academia\nBrasileira de Letras, da Associa\u00e7\u00e3o Paulista dos Cr\u00edticos de Arte, da Funda\u00e7\u00e3o\nNacional do Livro Infantil e Juvenil, al\u00e9m do pr\u00eamio Santista, da Funda\u00e7\u00e3o\nBunge, o pr\u00eamio de Cultura da Funda\u00e7\u00e3o Conrad Wessel, a Comenda da Ordem do\nM\u00e9rito Cultural e oito pr\u00eamios Jabuti, da C\u00e2mera Brasileira de Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>A menina que um dia decidiu ler\ntodos os livros hoje tem v\u00e1rias bibliotecas com seu nome \u2014 no interior de S\u00e3o\nPaulo, no Rio de Janeiro e em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2008, Ruth Rocha foi eleita\nmembro da Academia Paulista de Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>Apostando todas as fichas na irrever\u00eancia, na independ\u00eancia, na poesia e no bom humor, seus textos fazem com que as crian\u00e7as questionem o mundo e a si mesmas e ensinam os adultos a ouvirem o que elas dizem ou est\u00e3o tentando dizer. No fundo, o que seus livros revelam \u00e9 o profundo respeito e o infinito amor de Ruth Rocha pela inf\u00e2ncia, isto \u00e9, pela vida em seu estado mais latente. Pois, como ela mesma diz num de seus belos poemas, \u201ctoda crian\u00e7a do mundo mora no meu cora\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:  <a href=\"http:\/\/www.ruthrocha.com.br\/biografia\">http:\/\/www.ruthrocha.com.br\/biografia<\/a> <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide\" style=\"grid-template-columns:15% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"285\" src=\"http:\/\/projetoabelha.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/blogabelha.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1707\"\/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-left has-normal-font-size\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/projetoabelha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Projeto Abelha (abre numa nova aba)\">Projeto Abelha<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/projetoabelha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"@projetoabelha (abre numa nova aba)\">@projetoabelha<\/a><br>#SejamosPolinizadores #SejamosAbelhas<\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO processo de leitura possibilita essa opera\u00e7\u00e3o maravilhosa que \u00e9 o encontro do que est\u00e1 dentro do livro com o que est\u00e1 guardado na nossa cabe\u00e7a.&#8221; Ruth Rocha Ruth Rocha nasceu em 2 de mar\u00e7o de 1931, em S\u00e3o Paulo. 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